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Operação nacional teve desdobramento em Roraima e uma pessoa foi presa

A Polícia Civil de Roraima iniciou nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (17) a “Operação Luz na Infância 2”, considerada a maior ação de combate à pedofilia, coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MESP). Um mandado de Busca e Apreensão foi realizado no bairro Senador Hélio Campos e resultou na prisão em flagrante do funcionário público Francisco Conceição da Silva, de 39 anos.

A ação foi coordenada em Roraima pela delegada Geral de Polícia, Giuliana Castro, estando sob a supervisão do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa e executada pela equipe do Núcleo de Proteção a Criança e Adolescente.

De acordo com a delegada do Núcleo, Jaira Farias, inicialmente o alvo da operação era um idoso, mas as investigações e o trabalho realizado no local evidenciaram que era o filho dele e que o pai não tinha nenhum envolvimento com o crime.

Na casa foi preso em flagrante Francisco da Conceição Silva em posse de vasto material pornográfico, envolvendo crianças e adolescentes, com cenas explícitas de sexo, armazenadas em seu notebook.

“O computador apreendido ficava no quarto de Francisco Silva. Cada arquivo com as imagens estão cadastradas por idade e todos os sites acessados eram em inglês. As idades das crianças oscilam entre 7 a 17 anos”, informou a delegada.

Jaira Farias observou que a partir do momento em que uma pessoa baixa ou armazena vídeos contendo sexo envolvendo crianças, ela está incorrendo em crime. O material apreendido foi encaminhado para o Instituto de Criminalística para ser submetido à perícia e expedido um laudo preliminar.

“Esse trabalho terá desdobramento, com certeza. Estamos aguardando o laudo definitivo que vai apontar se ele repassou esse material para alguém se disponibilizou, transmitiu, distribuiu ou se divulgou por qualquer meio”, disse a delegada.

O CRIME – Francisco está sendo autuado em flagrante no Núcleo de Proteção a Criança e Adolescência pelo artigo 241 B, do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que pune com reclusão de 1 a 4 anos e multa quem “Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”.

No interrogatório à delegada Jaira Farias, Francisco confessou ser o dono do notebook e que há um ano acessa os sites para baixar e armazenar as imagens e vídeos e que não sabia que essa prática era crime. Para a delegada Geral, Giuliana Castro, a Operação Luz na Infância 2 é uma ação de extrema importância para o combate a exploração sexual de crianças, de combate a pedofilia no Brasil, com conexões com outros países.

Ela explica que os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Dint/Senasp/MESP), com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais, que apresentavam indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.

“Essas informações foram compartilhadas com os estados brasileiros e coube às Polícias dos Estados investigarem e solicitar aos juízes locais a expedição dos mandados, como ocorreu em Roraima. Tivemos um mandado de busca e apreensão que resultou numa prisão em flagrante em virtude do grave conteúdo encontrado”, disse.

Giuliana Castro destacou ainda ser de extrema importância que a Polícia Civil faça esse trabalho e consiga de alguma maneira dar um basta no ciclo da violência que acontece contra criança e adolescentes em Roraima.

“Consideramos que o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes é gravíssimo. Sua prática tira a inocência de crianças, causa traumas, interrompe sonhos e deixa marcas muitas vezes irreversíveis. Cabe à Polícia Civil apurar e coibir a prática desses crimes para que essas pessoas que pratiquem sejam devidamente punidas”, disse.

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