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A Polícia Federal deflagrou ontem, terça-feira (20) a Operação Pregadura, para combater crimes cometidos por líderes de uma organização criminosa que atua dentro e fora de estabelecimentos prisionais no país. Segundo a PF, o grupo investigado era responsável por comandar as ações da organização em todos os estados, "autorizando o ataque a agentes públicos, crimes de tortura, rebeliões e compra e venda de armas de fogo para a prática de crimes".

"As decisões partiam normalmente de dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara no Paraná e eram difundidas através de uso de telefones celulares e aplicativos de comunicação. Nas unidades prisionais em que as ordens não entravam com uso destes meios de comunicação eram utilizados bilhetes encaminhados por meio de visitantes", diz a nota.

As decisões partiam, normalmente, de dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região de Curitiba, e eram difundidas através de uso de telefones celulares e aplicativos de comunicação.

Nas unidades prisionais em que as ordens não entravam com uso destes meios de comunicação, conforme a PF, eram utilizados bilhetes encaminhados por meio de visitantes.

"O contato do visitante com o preso é o que permite a passagem de mensagens. Essas mensagens podem ser via bilhetes, que é bem comum, e existem passagens de ordens que são verbais também", explicou o delegado Martin Bottaro Purper.

Os policiais federais estão cumprindo 10 mandados de busca e apreensão e 31 de prisão preventiva em endereços nos estados de Rondônia, do Rio Grande do Norte, de Roraima, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, do Paraná e de São Paulo.

O nome da operação policial (Operação Pregadura), faz referência a uma jogada de xadrez que impede a movimentação de peças pelo jogador adversário. (Fonte: Agência Brasil/EBC)

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