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Por Expedito Perônico


O que era esperado, comentado, mas que ninguém acreditava mais, por fim aconteceu: uma operação da Polícia Federal, batiza de “Escuridão”, prendeu ontem o filho mais novo da governadora Suely Campos, Guilherme Campos, como ‘capo’ de uma organização criminosa que desviou mais R$ 70 milhões do Governo de Roraima, entre 2015 e 2018, através de contratos superfaturados com a empresa Qualigourmet, que fornece comida para o Sistema Prisional.

Por ironia, o nome da operação [Escuridão] faz referência à nona praga bíblica do Egito, que veio após aos Gafanhotos - nome do maior escândalo de corrupção investigado em Roraima, comandado justamente pelo pai de Guilherme, Neudo Campos, já condenado e que atualmente cumpre pena em regime domiciliar.

Guilherme foi preso em Brasília, onde morava e uma bela mansão no lago Sul, mas a PF o encontrou em um hotel de luxo da capital federal. A PF prendeu também os ex-secretários de Justiça e Cidadania, Ronan Marinho e Josué Filho, em Boa Vista. Josué é sogro de uma das filhas de Suely. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em Boa Vista e Brasília.

Foi preso também o 'dono' da empresa Qualigourmet, João Kleber Martins e o deputado estadual eleito Renan Filho (PRB), o Renazinho, que se entregou à PF em Boa Vista no final da manhã de ontem, após ter sido considerado foragido. Os outros presos são: Simone de Oliveira Cruz, Cloves de Castro machado, Breno Lampert, Guderian Marsielle Pacheco Rodrigues, Wesley Adley Gomes de Queiroz e Marco Antônio Rodrigues de Barros.

De acordo com a PF, o esquema de desvio de dinheiro aconteceu entre 2015 e 2017. A fraude foi descoberta após um inquérito, instaurado em 2017, apurar irregularidades em contratos de fornecimento de alimentação para presídios em Roraima.

O inquérito policial foi instaurado em 2017, após investigações apurarem informações de supostas irregularidades em contratos de fornecimento de alimentação para presídios em Roraima.

O esquema teve início no começo de 2015, com a contratação emergencial de uma empresa constituída há apenas 8 dias para cuidar da alimentação dos presos no estado e contava com a participação de agentes públicos e políticos, os quais também são alvos das medidas que estão sendo cumpridas.

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