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O saldo final da 2ª fase da Operação Tântato – referência ao mitólogo rei da Frígia, filho de Zeus. Punido, mesmo vivendo no local abundante, não poder se alimentar e comer – foram presas 4 pessoas: Pedro Cavalcante Pinheiro, Hélio Cavalcante Barbosa, Érica Sandra Cavalcante, além de serem cumpridos mandados de busca e apreensão, conforme determinação da Justiça Federal.

A ação da Polícia Federal investiga o desvio de recursos destinados à merenda escolar do Programa Mais Educação em Roraima ocorridos no período de 2016 a 2018, ainda no governo de Suely Campos. De acordo com os levantamento documentais procedidos pela PF os integrantes da quadrilha que atuava no cenário econômico roraimense desviou mais de R$ 7 milhões, além de entregar produtos de baixa qualidade alimentícia e de preço irrisório.

Toda ação da Operação Tântalo pode ser retomada graças a novos fatos apontados pela quebra de sigilo fiscal e bancário dos envolvidos, abrindo uma clareira para que os responsáveis sejam devidamente punidos. A justiça já havia providenciado o bloqueio de valores no montante de R$ 5 milhões, além da apreensão de 1 caminhão e vários carros de luxo.

De acordo com os autos do processo em andamento na Justiça Federal, 5 empresas faziam parte do esquema criminoso. Ao informou o delegado da PF, André Matos, nenhum dos que foram 4 presos ontem, nesta 2ª fase da Tântalo, foi alcançado na 1ª etapa da operação.

Outro dado importante repassado durante a coletiva à imprensa pelo delegado regional de investigação e combate ao crime organizado em Roraima, Victor Negraes, entre as empresas que estão envolvidas no esquema criminoso, apenas uma tem localização comprovada, 2 são de fachada e as demais são apenas seguimentos, para encobrir a roubalheira.

Relata o delegado André Matos, grande parte da merenda prevista na licitação fraudulenta não foi entregue. Os envolvidos compravam alimentos de baixa qualidade e em quantidade bastante inferior, além de mudar os alimentos solicitados no contrato. “Foram encontradas novas provas e é um esquema claro de lavagem de dinheiro”, afirmou ele.

Operação Tântalo – Todo o esquema começou a ser desarticulado em dezembro de 2018 e as investigações estavam mergulhadas no início do trabalho dos criminosos que começou em 2016, com anuência de autoridades estaduais que já foram alcançadas pela Justiça Federal que davam uma declaração de falso recebimento para encobrir o desvio de recursos. Mesmo com toda investigação uma das empresas do grupo quadrilheiro ainda tentava participar de processos licitatórios dentro do governo atual.

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