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A governadora de Roraima, Suely Campos (PP) solicitou por telefone ao presidente da República, Michel Temer e ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, reforço das Forças Armadas e da Polícia Federal na fronteira com a Venezuela, tendo em vista o agravamento da crise no país vizinho e o aumento dos casos de crimes transfronteiriços no município de Pacaraima.

A governadora disse que “além de telefonar para o presidente, enviamos dois ofícios ao Palácio do Planalto expondo a gravosa situação que passa a segurança pública do estado. O presidente foi bastante sensível ao nosso pleito e disse que se reuniria com o ministro da Defesa para tratar dessa questão”.

No documento, foi solicitado a expedição de decreto para garantia da lei e da ordem, com o emprego das Forças Armadas no patrulhamento de toda a extensão da faixa de fronteira do município de Pacaraima com a Venezuela, onde existem diversas vias de acesso clandestinas utilizadas como rota de tráfico de drogas, de pessoas e de armas pesadas, conforme apontam as estatísticas da criminalidade e os relatórios da inteligência da Polícia Civil do Estado.

A preocupação do governo do estado é que seja enviado maior efetivo de agentes e delegados para atuar na Delegacia de Polícia Federal, situada no município de Pacaraima, para dar celeridade ao encaminhamento dos pedidos de refúgio e aos procedimentos criminais abertos para investigar crimes praticados por imigrantes na faixa de fronteira.

No segundo ofício, a governadora solicita a reativação do Programa Sentinela, que mantinha agentes federais no Posto de Fiscalização de Jundiá, na divisa com o estado do Amazonas, para se somar às forças de segurança do estado na repressão à criminalidade, uma vez que a BR-174, que liga os dois estados, é utilizada como verdadeiro corredor do tráfico de drogas e de armas que entram pela fronteira.

A decisão de recorrer ao governo federal para intensificar a segurança na fronteira ocorreu após reunião com os chefes das forças de segurança do estado, que apresentaram relatórios da inteligência e estatísticas que apontam para o aumento da incidência desses ilícitos e de crimes comuns na cidade de Pacaraima, localizada na linha de fronteira com a Venezuela, a 260 quilômetros de Boa Vista; na capital do estado e em diversos municípios.

“Temos 2 mil quilômetros de fronteira seca, com diversas vias de acesso clandestinas, transformadas em rotas de tráfico de drogas, de pessoas e de armas pesadas por organizações criminosas. Queremos uma atuação preventiva das Forças Armadas para coibir a entrada desses criminosos e evitar que Roraima se transforme em corredor de passagem para esses ilícitos”, explicou Suely Campos.

EXÉRCITO – A governadora se reuniu também com o general Gustavo Dutra, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, preocupada com a fronteira desguarnecida. “O general compartilha dessa nossa preocupação e informou que o Pelotão Especial de Fronteira, situado em Pacaraima, tem auxiliado a Polícia Militar no patrulhamento da cidade”, disse Suely Campos.

Dutra esclareceu que em Roraima o efetivo do Exército é de 3.500 homens e que esse grupamento está de prontidão para fazer o patrulhamento da fronteira, caso haja a determinação presidencial.

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