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“A advogada Giselma Tonelli, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da OAB/RR participou de reunião com o deputado Mecias de Jesus”

A advogada Giselma Tonelli, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Roraima, afirmou que o posicionamento da instituição é aliado ao movimento LGBT em Roraima, no que diz respeito ao projeto apresentado pelo deputado estadual Mecias de Jesus.

Ela foi incisiva ao endossar as declarações do vice-presidente do Conselho estadual LGBT e fundador do Grupo DiveRRsidade, Sebastião Diniz e da gestora pública, radialista e presidenta do Partido da Mulher Brasileira, Sandra dos Santos de que a terminologia “Ideologia de gênero” prejudica o movimento não só em Roraima, mas em todo o Brasil.

Conforme Gizelma, as questões voltadas ao gênero não devem sair de pauta, mas também não devem ser vistas como ideologia. “Queremos que as questões de gênero sejam debatidas sim, mas que seja respeitado o limite de idade, da compreensão. “A radicalização não é boa para nenhum tipo de ambiente, principalmente este tipo de tema, pautado no radicalismo”, afirma.

Ela complementou que a OAB/RR segue no entendimento de que o gênero seja debatido não como ideologia, mas em busca de tratamento igualitário conforme prevê a Constituição Federal. Que deve ser trabalhado nas escolas, a tolerância à diversidade sexual, a compreensão, e a terminologia “ideologia de gênero” não busca isso.

Giselma enalteceu a importância da reunião como modelo de diálogo, respeito e entendimento. “A reunião foi importante para debatermos o tema com o deputado Mecias de Jesus e abrir as portas para uma discussão voltada para o respeito ao público LGBT e a busca pela efetivação de direitos, que é a bandeira de luta do movimento”, disse.

A PROPOSTA - O projeto apresentado pelo deputado Mecias de Jesus dispõe sobre a proibição de atividades pedagógicas que visem à reprodução do conceito de ideologia de gênero na grade curricular das escolas públicas e privadas do estado. Ele ressaltou que a intenção é apenas não permitir que se trate a ideologia de gênero nas escolas, justamente para não se doutrine sobre assuntos que são escolhas absolutamente individuais, devendo as escolas se aterem apenas aos assuntos de interesses didáticos.

“Não se trata de discriminação aos alunos que possuem orientação sexual diversa. Mas a escola é responsável pela reprodução social no ensino dos conteúdos da grade curricular, orientados pelos projetos políticos pedagógicos, para alcançar o objetivo claro de formação de cidadãos autônomos, respeitosos, plurais e capazes de lidar com a diversidade”, afirma.

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