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Reportando-se à grave crise que o estado de Roraima vem enfrentando com o crescente número de refugiados venezuelanos que chegam diariamente em Boa Vista, algo em torno de 800 pessoas, o deputado Coronel Chagas (PRTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa e presidente do Parlamento Amazônico, lembrou que as ações do governo federal ainda não foram sentidas, como soluções para minorar a crise migratória desenfreada, apesar das medidas anunciadas terem sido muitas.

“Desde o dia 6 de fevereiro, quando participei de reunião em Brasília, com o presidente Michel Temer, ministros, auxiliares e outras autoridades, quase nada mudou”, comenta o parlamentar roraimense que na ocasião entregou um relatório detalhado, inclusive com números oficiais da Polícia Federal. “Claro que a situação mudou em muito. Esses números aumentaram em muito e têm chamado a atenção de organismo nacionais e internacionais”.

O deputado Chagas lembrou que dentre os alertas mais recentes está a nota distribuída pela Associação Médica Brasileira, falando a respeito da entrada de doenças que estavam banidas do país e que voltaram como o sarampo. “Este é um dos problemas que o sistema de saúde do estado vem enfrentando. No relatório entregue ao presidente Temer demonstrámos que nossa rede de saúde pública não tinha condições de atender acima da capacidade disponível. E estamos vendo isso na prática”, destacou.

O governo do estado tem se desdobrado, segundo ele, para superar dificuldades, criando mecanismos que possam contribuir para minorar as dificuldades que os recém-chegados a Boa Vista, sobretudo mães com crianças pequenas, tem enfrentado. “É fundamental que o governo federal coloque imediatamente em prática as ações anunciadas”, destaca o presidente do Parlamento Amazônico.

Segundo ele, todos os aspectos são preocupantes, no entanto nenhum supera o receio dos roraimenses como a entrada de doenças que não faziam mais parte das nossas preocupações, mesmo com um sistema de saúde carente de muitas providências. “Estou plenamente de acordo com a Associação Médica Brasileira, quando afirma que a adoção de barreiras sanitárias é extremamente necessárias na fronteira Brasil/Venezuela, ponto importante para que se possa fazer uma triagem de todos que chegam ao nosso país”.

Por fim o parlamentar roraimense lembrou que hoje todos sentem o peso de uma migração desenfreada de pessoas que fogem da fome e da miséria, além de um regime repressivo da Venezuela. E destaca: “O que temos aqui não é muito diferente da situação na Europa, onde vítimas de guerras civis, terrorismo, perseguições e miséria, buscam no continente uma chance de uma vida mais digna, como temos acompanhado pelos noticiários”.

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