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Deputado Chagas apresentou projeto para exploração de árvores submersa no Lago Jatapu desde 1994. São milhares de metros cúbicos de madeiras nobre 

O grande volume de madeiras submersas no lago da Usina Hidrelétrica de Jatapu, sul do estado de Roraima poderá ser explorada e comercializada legalmente, com monitoramento da Femarh – Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Esse é o objetivo do projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado coronel Chagas (PRTB) e que foi motivo de pronunciamento do parlamentar na tribuna, na sessão desta terça-feira (24), ocasião em que ele aproveitou para solicitar o apoio de todos os seus pares para a aprovação da propositura.

De acordo com o parlamentar que esteve recentemente percorrendo de barco toda a longa extensão do lago da represa, ali se encontram milhares de árvores submersas, das quais só são visíveis as copas. “Quem não conhece a região e a extensão do represamento pode se perder facilmente”, comentou o deputado Coronel Chagas, destacando que lá existem milhares de espécie de madeira nobre que podem ser exploradas e comercializadas legalmente e sem prejudicar o meio ambiente.

Com a aprovação do seu projeto que é autorizativo, o deputado lembra que o governo do estado estará contribuindo para a preservação ambiental, uma vez que a decomposição da biomassa, tanto das árvores como do solo gera uma quantidade imensa de gases responsáveis pelo efeito estufa. “Assim estaremos evitando sérios danos ao meio ambiente e, contribuindo para redução do desmatamento de áreas, visto que as árvores que serão retiradas estão dentro da extensa área do Lago Jatapu”, comentou o deputado Coronel Chagas.

As comportas para a formação do lago da Usina de Jatapu, com aproximadamente 70 quilômetro quadrados, foram fechadas entre 1993 e 1994. Entretanto todo o madeiramento que está imerso deveria ter sido retirado antes, mesmo porque não existem normas que disciplinem a remoção de árvores nos lagos represados. “Estudos comprovam que as madeiras submersas, ainda não em decomposição, podem ser comercializadas naturalmente e essa ação, vai reduzir em muito o desmatamento e reduzir o efeito estufa”, destaca o parlamentar roraimense.

Quando o madeiramento entra em decomposição começa a liberar gás metano que é 21 vezes mais poderoso que o CO2. Chagas comenta que “o lago Jatapu detém uma grande riqueza a ser explorada. Esse projeto que estamos apresentando contempla não somente a preservação ambiental, mas a criação de empregos, fonte de renda e geração de riqueza, bem como a legalização da atividade madeireira em local ainda não explorado”.

Alguns poderão falar das dificuldades do corte de árvores submersa, no entanto isso já é uma realidade, uma vez que se tem tecnologia apropriada para a retirada da biomassa, como tem acontecido no lago da represa de Tucuruí, gerando trabalho e renda e mais recursos para a economia. “Aqui estamos buscando criar condições legais, para que os recursos naturais, hoje armazenados em toda a área do lago Jatapu sejam explorados comercialmente e contribuir para a redução do desmatamento e dos efeitos do aquecimento global”, esclarece o deputado.

Ele reforça ainda que o objetivo do seu projeto é que todos aqueles recursos submersos no Lago Jatapu sejam explorados comercialmente e que o estado de Roraima, ainda em negociação com o governo federal para a transferência da CERR – Companhia Energética de Roraima ao domínio da Eletrobrás calcule o volume de madeira e o quanto tudo aquilo representa em riqueza para o estado.

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