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Quantidade de candidatas aumentou na última década, mas número de eleitas efetivas não teve mesmo desempenho

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que os partidos políticos devem reservar um mínimo de 30% do Fundo Eleitoral e do tempo de TV e rádio para as candidaturas femininas. O Transparência Partidária acredita que essa postura da Corte ajuda a resolver um problema estrutural da política brasileira: a baixa participação de mulheres. E a organização tem indicadores que comprovam isso.

A pesquisa inédita "Um olhar sobre a participação da mulher na política brasileira nos últimos 10 anos", feita pela Pulso Público a pedido do Transparência Partidária, mostra que, apesar do aumento expressivo do número de mulheres candidatas na última década, a proporção de eleitas não acompanhou o mesmo ritmo. O resultado: hoje elas representam apenas 13% do número total de candidatos eleitos (levando em consideração as eleições municipais e as eleições gerais, entre 2008 e 2016).

Em 2010, o Brasil teve 3.618 mulheres candidatas, das quais 193 foram eleitas. Já em 2014, foram 6.470 candidatas, mas 177 venceram os pleitos. O estudo aponta que as taxas de sucesso (proporção de mulheres eleitas em relação à quantidade de mulheres candidatas) das mulheres nas eleições vêm caindo. Nas eleições dos últimos 10 anos, esse número foi 40% inferior quando comparado aos dos homens. Na média, 6% delas conseguiram se eleger, enquanto, entre os candidatos homens, 15% saíram vitoriosos.

Entre outros achados do estudo - Nas eleições municipais, houve crescimento de quase 100% na quantidade de candidatas na última década. Em 2008, eram pouco mais de 74 mil mulheres concorrendo aos cargos de chefe dos executivos municipais e vereadoras. Em 2016, foram mais 147 mil candidatas em todo o país. Se em 2008 elas representavam apenas 21% do total de candidaturas, em 20160 já eram 32%

As candidaturas femininas para presidente da República, deputada federal, senadora, governadora e deputada estadual também aumentaram quase 80% nos últimos 10 anos. Nos últimos 10 anos, o número de mulheres filiadas a partidos políticos no Brasil saltou de 5,5 milhões, em 2008, para 7,4 milhões, em 2018 – um aumento de quase 35%.

Nos últimos 10 anos, o número de mulheres filiadas a partidos políticos no Brasil saltou de 5,5 milhões, em 2008, para 7,4 milhões, em 2018 – um aumento de quase 35%. O crescimento do número de filiações femininas não foi suficiente para aumentar a participação efetiva das mulheres nos partidos políticos, que se manteve relativamente estável nos últimos 10 anos. Esse índice pode ter a ver com a baixa representação das mulheres dentro dos partidos.

De cada 100 candidaturas oferecidas pelos partidos políticos na última década, em média, apenas 26 foram de mulheres. Dois partidos são os mais masculinos: na Rede Sustentabilidade, os homens são 63% e no Partido Novo, mais de 86%. Apenas dois partidos têm maioria de mulheres entre seus filiados: o Partido da Mulher Brasileira (55%) e o Partido Republicano Brasileiro (51%).

A maioria das siglas possui entre 40% e 46% de filiadas. Segundo a Lei de nº 9.504/1997, cada partido ou coligação deve conter no mínimo 30% e no máximo 70% de suas vagas para candidatura de cada sexo.

Nas eleições municipais, houve um crescimento de quase 100% na quantidade de candidatas na última década. Em 2008, eram pouco mais de 74 mil mulheres concorrendo aos cargos de prefeita e vereadora. Já em 2016, foram mais de 147 mil candidatas em todo o Brasil. Se em 2008 elas representavam apenas 21% do total de candidaturas, em 2016, já eram 32%.

As candidaturas femininas para presidente da República, deputada federal, senadora, governadora e deputada estadual também aumentaram quase 80% nos últimos 10 anos.

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