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A vida dos jornalistas na Venezuela está cada vez mais difícil. Como se já não bastasse a precariedade do trabalho, consequência da crise econômica pela qual o país passa, o exercício da função está sujeito a frequentes violações da liberdade de expressão.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Medianálisis, entidade sem fins lucrativos voltada ao estudo da mídia venezuelana, 54% dos jornalistas do país já sofreram algum tipo de agressão ou ameaça por conta da linha editorial dos veículos em que trabalham.

Tal situação assusta até mesmo quem já vivencia esta realidade no país, porque vem piorando a cada ano. “Em geral, as pesquisas realizadas anualmente desde 2015 nos permitem confirmar que a situação piorou gradualmente nos últimos anos. Não há expectativas de uma situação política, econômica ou social melhor para o país ou para os jornalistas”, disse Andrés Cañizalez, diretor da Medianálisis, ao Knight Center, site especializado em jornalismo nas Américas.

A pesquisa foi realizada com 350 jornalistas de diferentes veículos da mídia da Venezuela. E, como também já era esperado, confirmou outro dado alarmante: a precariedade a que são submetidos os profissionais da imprensa.

A maioria dos jornalistas, 55,7%, recebe menos de dois salários mínimos. E esse índice chega a 70,3% quando o estudo se restringe aos jornalistas que trabalham nas regiões do interior do país.

Com isso, 57% dos profissionais precisam se dedicar a outras atividades, o que traz um reflexo ainda mais negativo para o jornalismo, segundo o diretor da Medianálisis. “Há muitas condições precárias, mas o empobrecimento experimentado pelo jornalista venezuelano é muito grave, porque sabemos que, para os mal remunerados ou em situação econômica precária, será mais difícil exercer sua profissão de forma independente”, conclui.

Fonte: Portal Imprensa/Midianálisis

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