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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu à governadora Suely Campos que vai manter e ampliar o fornecimento de energia elétrica para Roraima, durante audiência realizada nesta quinta-feira, 20, no Palácio Miraflores, em Caracas. Ele se comprometeu ainda em determinar a imediata manutenção do Linhão de Guri em território venezuelano e implementar um plano de repatriação de venezuelanos que queiram regressar voluntariamente ao país.

Suely Campos foi até Caracas em busca de apoio para as questões energética e migratória, dois assuntos que afligem os roraimenses e que vêm sendo tratados pelo governo brasileiro sem a atenção necessária.

Recentemente, a imprensa noticiou ameaça de corte no fornecimento da energia que a Venezuela manda para Roraima e o Estado enfrenta forte impacto nos serviços públicos, principalmente na saúde e na segurança, por causa da onda migratória que faz com que cerca de 800 venezuelanos atravessem a fronteira diariamente.

“Fui à Venezuela resolver questões importantes do povo do nosso Estado. Tivemos resultados muito positivos. O presidente garantiu que vai começar imediatamente a manutenção da rede elétrica para melhorar a qualidade da energia para nós e que vai prorrogar o contrato até que nós tenhamos a construção do Linhão de Tucuruí. Então, com isso, se nós chegarmos a aumentar a quantidade de megawatts teremos a segurança energética que precisamos para atrair novos investimentos, novos empresários do setor produtivo, para seguir crescendo”, afirmou, em entrevista, ao desembarcar em Boa Vista, agora à noite.

Sobre a questão migratória, Suely Campos destacou que o presidente venezuelano começou a implementar um programa chamado “Volta à Pátria”, para repatriar os nacionais que tem se deslocado para os países da América do Sul. “ Pedi que ele implemente esse programa aqui em Roraima para que nós possamos levar aqueles venezuelanos que queiram voltar ao seu país”, informou.

Suely garantiu apoio de transporte até a fronteira para todos aqueles que quiserem retornar ao seu país. “A cônsul da Venezuela em Roraima está identificando vários venezuelanos que querem voltar à sua pátria e nós vamos contribuir com o transporte até a fronteira”, destacou.

Conforme ela, essa ação começa a ser implementada a partir da próxima semana, inicialmente atendendo a 100 imigrantes que já se cadastraram junto ao Consulado e que “naturalmente só [serão repatriados] aqueles que manifestem vontade de voltar a sua terra”.

A governadora mencionou que o pedido de fechamento da fronteira já não está mais em pauta, mas que continua com a ação no Supremo Tribunal Federal (STF), cobrando mais rigor no controle da imigração e o ressarcimento dos R$ 184 milhões que o governo do Estado já gastou para prestar serviços públicos aos venezuelanos.

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