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O deputado federal Haroldo Cathedal (PSD), o mais votado na eleição passada, quer ter uma atuação voltada para os municípios de Roraima. Para isso iniciou reuniões com os prefeitos com o objetivo de definir prioridades do seu mandato (que começa no dia 1º de fevereiro), a fim de garantir uma atuação compartilhada no encaminhamento de emendas, projetos e recursos de convênios para atender as necessidades de cada município. “Se é importante para o município vai contar com o meu apoio, pois é através dos municípios que podemos chegar mais objetivamente ao que anseia a população”, disse Haroldo.

No primeiro encontro Haroldo esteve reunido com os prefeitos Pedro Henrique (Alto Alegre), Joner Chagas (Bonfim), Jairo Souza (Iracema) e Juliano Torquato (Pacaraima). As reuniões prosseguirão com os demais prefeitos em datas posteriores porque a intenção, segundo Haroldo, é diagnosticar as demandas de cada município, colher subsídios e trabalhar de forma pontual no sentido de obter o máximo de resultado por demanda apresentada.

Os prefeitos se mostram preocupados com a crise financeira que atrapalha a gestão e somada a burocracia federal, atender às necessidades da população têm se tornado cada dia mais difícil. O prefeito Pedro Henrique, presidente da Associação dos Municípios de Roraima defende uma maior participação dos municípios nas fatias do FPM, Fundeb e mais recursos para saúde, educação, saneamento básico e infraestrutura.

Segundo Pedro Henrique a maioria das prefeituras de Roraima está em dificuldades porque não consegue realizar todos os compromissos financeiros mensais, algumas inclusive impedidas de receber as cotas do FPM porque se encontram inadimplentes junto ao Tesouro Nacional. Por dívidas de gestões anteriores e por débitos atuais também, muitos municípios roraimenses tiveram o CNPJ incluídos no CAUC - Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias, uma espécie de Serasa do serviço público, impedindo que repasses federais sejam feitos, inclusive de convênios.

Mais dinheiro saúde, educação e sobretudo para infraestrutura, são as reivindicações mais frequentes dos prefeitos. Joner Chagas, prefeito de Bonfim, revelou que no seu município a maior carência no momento é a ausência de recurso para infraestrutura viária. “Eu preciso de pelo menos R$ 7 milhões para recuperar estradas e pontes, em comunidades produtoras. As vicinais que ligam vilas e distritos à sede do município estão em péssimas condições. Eu tenho quase 1.000 km de estradas para recuperar. E com recursos próprios não tenho como realizar as essas obras”, disse Joner.

“Estamos à beira de um colapso no atendimento e na infraestrutura. Tem prefeitura que não consegue pagar o salário em dia por conta da inadimplência e porque os recursos são poucos. É importante que o Congresso pressione o Governo Federal para ser mais flexível com os municípios”, defende prefeito de Iracema, Jairo Souza. Ao Governo Federal, o gestor clama por mais recursos, e ao Estadual, uma participação mais efetiva na realização de obras de saneamento e infraestrutura, porque os recursos próprios de cada município, só dar para pagar salário e o custeio da máquina.

Segundo o prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato, que vive às voltas com a crise migratória que tem trazido problemas graves para o município, é preciso articular com a bancada federal uma intervenção no governo federal e no Congresso para alterar legislações e facilitar o cumprimento dos deveres dos gestores públicos. “O que mais preocupa os municípios, hoje, é cumprir com o nosso dever institucional e legal. Porque nós temos diversos serviços que são prestados por imposições de leis, que se não cumprirmos, sofremos restrições graves. A pior deles é o bloqueio de nossas contas que têm ocorrido com frequência. Juliano pede que os deputados federais roraimenses tenham mais atenção com os municípios. “A base da atuação parlamentar tem que ser o município”, disse.

Depois de ouvir as reivindicações dos prefeitos o deputado Haroldo se comprometeu que vai priorizar a pauta dos municípios, com um olhar mesmo focado em direcionar a maioria de seus atos para às prefeituras, “porque muitas vezes o Governo Federal volta-se mais para o Estado, ignorando os municípios que ficam na ponta. Eu quero me envolver com os municípios, diagnosticar o problema, pesquisar a necessidade e depois agir de forma pontual para atender cada pedido”, disse.

Segundo Haroldo o gabinete parlamentar em Brasília e o escritório político em Boa Vista estarão trabalhando diuturnamente em defesa das populações nos municípios. “Para todos eles, a capital e todos do interior, sem conotações partidárias ou divergências políticas. Eu sou filiado a um Partido político. Mas meu partido será o povo de Roraima”, ressaltou Haroldo.

Para o deputado o mandato será participativo e sua prioridade é estabelecer uma relação de reciprocidade com os prefeitos. Para tanto haverá uma equipe que estará frequentemente realizando pesquisas induzidas e estimuladas nos municípios, para identificar as necessidades de cada um deles. A partir da coleta desses dados será possível traçar um perfil dos problemas que poderão ser atendidos com mais urgência e direcionar o foco da atuação parlamentar para o que é possível se de realizar.

Haroldo entende que dinheiro existe, e muito, mas o que fata é planejamento para sua obtenção e execução dos projetos. “Eu serei determinado em ir buscar do dinheiro. Mas serei intransigente e rigoroso em cobrar sua aplicação e fiscalizarei a execução do projeto. Serei parceiro dos prefeitos, mas cobrarei reciprocidade. Temos uma população carente de tudo no interior. Se trabalharmos comprometidos com o povo, certamente alcançaremos os objetivos e os resultados serão o bem-estar do nosso povo”, disse Haroldo.

Os prefeitos relacionaram como prioridade a obtenção de recursos para estradas, saneamento básico, recuperação e construção de pontes, construção de escolas e creches, instalação de UBS e eletrificação rural. Outra queixa contundente dos prefeitos é quanto ao custeio. Em todos os casos a Prefeitura recebe o dinheiro federal para construir obra, mas tem que bancar a manutenção com recurso próprio. “É ai que está o gargalo. Porque nem todas as prefeituras dispõe de receita para manter em funcionamento o que foi construído. É algo contraditório na relação da União com os Municípios”, disse Haroldo.

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