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Todos os dias, a partir das 18h, os índios Waimiri-Atroari estendem correntes na BR-174 – rodovia que liga Roraima ao estado do Amazonas, interrompendo por 12 horas o tráfego pelos mais de 120 quilômetros que cruzam a reserva indígena. Esta demanda também foi apresentada pelos deputados de Roraima durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã de segunda-feira, dia 11, em meio às discussões sobre o Linhão de Tucuruí.

O assunto foi abordado com mais ênfase pelos parlamentares Jeferson Alves (PTB), Coronel Chagas (PRTB), Ione Pedroso (SD) e Soldado Sampaio (PCdoB) e corroborado pela maioria entre os demais presentes.

O deputado Jeferson Alves classifica a medida como um “absurdo”, pois, segundo ele, fere o direito constitucional dos cidadãos de ir e vir. “Se somarmos as horas, o Estado fica ‘acorrentado’ seis meses no ano. Que empresário vai investir? Que indústria vai se instalar em um lugar onde além de não ter energia confiável, vive sob correntes?! Precisamos resolver isso o mais rápido possível.”

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jânio Xingu (PSB), afirmou que durante a audiência pública foi decidido que a comissão permanente de deputados formada para acompanhar de perto o processo de extensão do Linhão de Tucuruí até Boa Vista ajudará a mediar os debates com lideranças e instituições indígenas para reverter a situação.

Ele citou que a deputada Lenir Rodrigues (PPS), presidente da Comissão de Assuntos Indigenistas da Assembleia Legislativa de Roraima intermediar discussões como estas. “Vamos tentar chegar a um consenso. Estamos aqui para ouvir os indígenas e buscar uma solução. Estamos iniciando uma peregrinação para resolver tanto a questão energética quanto essa situação na BR-174 e acredito que vamos ter êxito”, avaliou Xingu.

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