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O governo federal editou na primeira semana de maio a Medida Provisória 880/2019, que disponibilizar crédito extraordinário de R$ 223,85 milhões para que o Minis¬-tério da Defesa possa prestar assistência emergencial e o acolhimento humanitário dos imigrantes vene¬zue¬lanos em Roraima, dentro da chamada Operação Acolhida. Esta operação, coordenada pelo general Eduardo Pazuello, é responsá¬vel pelas ações de assis¬tên-cia aos imigrantes e tem oferecido condições dignas para os vene¬zuelanos que se encontram em situação de vulnerabi¬lidade no Estado.

Para a relator da MP 880/19 na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), onde a matéria começa a ser analisada, foi designado o deputado Hiran Gonçalves (Progressistas/RR). “A MP 880 será debatida inicialmente pela CMO e, em seguida, segue para ser votada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal”, explicou Hiran Gonçalves.

De acordo com o deputado Hiran Gonçalves, uma vez que Roraima é muito carente, recursos são sempre bem-vindos Estado. No entanto, ele assinala que o governo federal também tem que se preocupar em auxiliar o Estado e os municípios roraimenses, independentemente da crise humanitária derivada da imigração venezuelana. Gonçalves lembrou que esta é a primeira medida provisória do governo Bolsonaro destinada a auxiliar a situação dos venezuelanos que buscaram refúgio em Roraima desde o início da crise política, econômica e social no país vizinho.

“Eu tive uma conversa com o general Eduardo Pazuello, comandante da Força Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida, que, aliás, tem feito um trabalho extremamente eficiente no Estado, para marcamos uma reunião e discutirmos o que vamos fazer daqui para frente para tentar aumentar a interiorização dos venezuelanos”, afirmou o parlamentar.

Gonçalves disse ter mostrado ao coordenador da Operação Acolhida que Roraima não comporta uma imigração maciça como está acontecendo. “Com a da crise na Vene¬zuela se tornando mais aguda, registramos um aumento da entrada de imigrantes e, com isso, contabilizamos também o aumento do sofrimento dos nacionais e dos imigrantes”. Diante desse quadro de agravamento da crise, Gonçalves afirma que irá trabalhar com muita disposição na Comissão de Orça¬men¬to para aprovar o recurso de R$ 224 milhões, proveniente da MP 880, o mais rápido possível.

Por outro lado, ponderou, “nós temos que lutar para levar cada vez mais recursos para o nosso Estado porque Roraima está convivendo com problemas em várias áreas, principalmente, na saúde, seguran¬ça e na educação”. Goncalves enumerou que Roraima precisa de recursos para melhorar a estrutura de saúde; precisa de dinheiro para terminar a ampliação do Hospital Geral, para colocar o Hospital de Clínicas para funcionar e para melhorar a estrutura do Hospital Coronel Mota, que é um grande ambulatório de especia-lidades, além de ser preciso e urgente dar condição para que os médicos trabalhem nessa unidade hospitalar com uma estrutura mais moderna, a fim de prestar um melhor serviço e de uma maneira mais confortável para os usuários.

Em outra frente, o deputado Hiran Gonçalves também lembrou que outra priorida¬de é uma ajuda imediata aos municípios. A ideia é que as prefeituras tenham cada vez mais resolutividade para que, cada vez menos, as pessoas que moram nessas cidades precisem ir à capital para se submeter a tratamentos que podem ser feitos no interior. “Sempre nós vamos estar aqui na Câmara dos Deputados lutando para levar mais recursos para o nosso Estado. Só assim vamos superar a crise e propiciar melhor quali¬dade de vida aos cidadãos tanto na capital quanto do interior”, pontuou Hiran Gonçalves.

No balanço de um ano da Operação Acolhida, feito no início deste ano, o governa-dor Antônio Denarium afirmou que no último ano, aproximadamente 180 mil venezue¬lanos haviam passado pelo Estado e que Roraima continuaria atendendo e dando suporte para que os imigrantes regularizem seus documentos para que pudessem ser inseridos no mercado de trabalho.

Segundo dados apresentados pela Operação Acolhida, nesse mesmo balanço, chegam ao Brasil aproximadamente 500 venezuelanos por dia, e desses, menos da metade solicitam refúgio ou residência temporária. Em Roraima, o número de imigrantes já ultrapassa 60 mil.

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