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O Coren - Conselho Regional de Enfermagem apresentou dados sobre as condições dos trabalhadores nas unidades públicas e particulares de Saúde no Estado. O relato constou de depoimento durante a audiência pública, segunda-feira (20) na Assembleia Legislativa, onde se tratou do adoecimento dos profissionais de saúde. 

Em uma pesquisa realizada pelo conselho com mais de 400 profissionais, 49,3% trabalham 30 horas semanais, 31,2% ocupam mais de duas atividades e atuam em cargas de 48h a 80h. Destes, 75,1% afirmam sofrer de estresse; 25% já pensaram no suicídio como forma de acabar o sofrimento.

Entre os principais fatores para adoecimento, segundo a pesquisa, estão as condições impostas a trabalhadores 71,5% e a sobrecarga de trabalho 59,7%. Contribuem para este quadro as violências verbal 61,5% e psicológica 58,9%.

A audiência pública foi solicitada pelo Coren e acatada pelo Comissão de Saúde e Saneamento do Poder Legislativo. Para o presidente do conselho, Josias Neves, o foco da audiência foi mostrar à população os principais pontos que levam ao adoecimento da categoria.

“Queremos apresentar medidas para serem implementadas pelos deputados estaduais como propositura de leis, fiscalização e cobrança do Executivo pelas leis que não estão sendo executadas”, declarou ele.

Depois de ouvir a todas as demandas, o presidente da Comissão de Saúde, deputado Neto Loureiro (PMB), afirmou que vai elaborar um relatório e disse que a Casa buscará alternativas para estas categorias.

“Vimos o que se passa, sabemos das demandas de atendimento, profissionais que trabalham mais do que o permitido”, disse. Ele pediu que a Sesau - Secretaria Estadual de Saúde atenda com mais celeridade aos pedidos apresentados pelos trabalhadores.

Todas as apresentações foram acompanhadas por profissionais. Participaram ainda representantes do Conselho Nacional de Enfermagem, Conselho de Farmácia, Secretaria Estadual de Saúde, além dos deputados Renan Filho (PRB), Lenir Rodrigues (Cidadania), Renato Silva (PRB), Nilton SindPol (PATRI), Aurelina Medeiros (Pode) e Ione Pedroso (SD) e do deputado Federal Nicolleti.

Deputados criticam gestão - O deputado Nilton SindPol alegou que a problemática na saúde é resultado da falta de gestão. “Temos que sair do comodismo para exigir nossos direitos. É questão de sobrevivência, um técnico ganha pouco e tem, no mínimo, dois vínculos”.

Ione Pedroso ressaltou a importância deste momento para dar voz aos trabalhadores. “A nossa sociedade está adoecida, precisamos cuidar do ser humano”. Já Renan Filho se colocou à disposição da categoria para contribuir no que for necessário para mudar esta realidade.

A deputada Aurelina Medeiros falou da sobrecarga do Hospital Geral de Roraima que atende a toda a população e que ainda recebe demandas de hospitais particulares. “Tivemos, de um momento pro outro, uma estrutura pequena, insuficiente, para atender muitas pessoas”.

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