Sábado, 23 de setembro de 2017
Luzes em prol da vida: cuidados com os faróis para um trânsito seguro

(*) Por Ricardo Leptich – Pode até ser a passos lentos, mas a legislação brasileira está evoluindo. Uma nova resolução do Contran (o Conselho Nacional de Trânsito) determina que os faróis DRL (Daytime Running Light, no inglês) passarão a ser obrigatórios em todos os veículos zero-quilômetro vendidos no Brasil a partir de 2021. Esses faróis são dispositivos que se acendem automaticamente quando o carro dá a partida, aumentando consideravelmente a segurança de condutores e pedestres durante o dia - horário no qual o hábito de se acender as lanternas ainda é muito recente.

Mesmo quando há claridade, veículos podem se tornar menos visíveis por fatores como distância ou curvas da estrada, motivação principal para o desenvolvimento da tecnologia DRL. É importante frisar que ela funciona diferentemente dos faróis convencionais, por iluminar um ângulo específico que não teria o mesmo efeito pela noite. E não há dúvidas de que a iluminação veicular salva vidas. Em média, países da Europa e América do Norte observaram uma queda de 25% no número de acidentes fatais em suas estradas, após adotarem o uso de farol diurno. No Brasil, uma lei, que vigora desde 2016, exige que se acenda o farol baixo nas estradas, mas peca por ainda ser um pouco confusa.

Embora ainda não seja muito claro para os motoristas, a legislação exige que os faróis baixos sejam ligados durante o dia ou os DRLs estejam ativos. Os faróis de neblina ou de milha não servem para essa função, o correto é que sejam utilizados em situações apropriadas.

A melhor luminosidade é fundamental para aumentar a segurança em situações como ultrapassagens e cruzamentos frontais, além de realçar a presença de objetos na via e a passagem de pedestres. Seguir a lei, porém, não é a única obrigação do motorista consciente: tão importante quanto acender as luzes de dia é fazer constante vistorias nos faróis, afinal essas lâmpadas perdem cerca de 30% da luminosidade antes de queimar, sendo aconselhável trocá-las a cada 20 mil quilômetros – ou seja, fazer uma revisão a cada dois anos.

O amarelamento da lente protetora do farol pela exposição ao sol ou até mesmo o uso de uma lâmpada de maior potência do que a recomendada para o veículo podem gerar situações de riscos para o condutor. Jogar a iluminação contra a parede pode ser uma opção de revisão simples, e que pode ser feita pelo próprio motorista em casa.

Ao manter os cuidados periódicos com a iluminação do veículo, o motorista estará contribuindo não apenas para a sua própria segurança, mas também com a dos outros. Continue respeitando a sinalização, realize as manutenções preventivas e pratique a cortesia em prol de um trânsito prudente.

(*) Ricardo Leptich é CEO da OSRAM no Brasil

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