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Sexta-feira, 19 de julho de 2019
Quebrados os códigos de convivência temos uma terra sem lei

Hoje começo citando Confúcio: "O que eu ouço, esqueço. O que eu vejo, lembro. O que eu faço, aprendo".

Estudo de Psicologia Social da Universidade de Stanford nos Estados Unidos mostra a relação entre desordem e criminalidade.

Dois carros idênticos foram abandonados na rua. Um no Bronx , comunidade pobre e conflituosa de Nova Iorque e o outro em Palo Alto, zona rica e tranquila da Califórnia. Logo o carro do Bronx começou a ser vandalizado e acabou depenado em uma semana. O de Palo Alto manteve-se intacto durante o mesmo período, mas bastou que os pesquisadores quebrassem um vidro do carro e ele também passou pelo mesmo processo de destruição.

Isto mostra que mesmo em uma comunidade segura, a simples noção de abandono através de uma janela quebrada é capaz de desencadear todo um processo delituoso.

Evidentemente, não foi devido à pobreza, mas sim de algo a ver com relações humanas. Uma vez quebrados os códigos de convivência, supõe-se que a lei e o poder público encontram-se ausentes, a impressão que fica é a de que vale tudo e esta percepção multiplica-se até atingir níveis incontroláveis que desembocam em violência irracional. Simples assim!

Basta observarmos qualquer comunidade carente e encontraremos todos os indicativos descritos neste estudo. Também em bairros de classe alta, um simples lote sem muros, se não cuidado, torna-se um foco de problemas.

Este mesmo processo pode ser facilmente constatado em qualquer instituição penal do país. Falta tudo, disciplina, controles rígidos, condições básicas de sobrevivência humana e, principalmente, vigilância adequada. O resultado está aí e não poderia ser outro.

O Brasil ocupa o número 79 no ranking mundial da corrupção. Estamos muito longe dos índices de civilidade e honestidade dos líderes Nova Zelândia e Dinamarca.

Podemos melhorar isso, mas é preciso começar já para que possamos colher frutos em duas ou mais décadas.

Coreia do Sul e Cingapura fizeram investimentos maciços em infraestrutura com educação de qualidade, serviços públicos eficientes e tolerância zero com a marginalidade, vandalismo ou quaisquer transgressões legais e colheram resultados excelentes.

Pirotecnias e programas emergenciais não nos levarão a lugar nenhum. Precisamos de compromissos executados a médio e longo prazos pelos governantes ou estaremos condenados à degradação cada vez maior de nossas instituições e consequentemente de nossa população.

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