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Delegadas falam sobre combate à violência contra criança e adolescente em Roraima

Como parte das ações do Maio Laranja, mês de prevenção à violência contra a criança e ao adolescente, a titular do NPCA (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente), a delegada Catherine Aires Saraiva, e a diretora do DPE (Departamento de Polícia Especializada), delegada Elivânia Aguiar, ministraram palestra na CMBV (Câmara Municipal de Boa Vista), na manhã dessa quarta-feira, 26, abordando a linha de atuação da PCRR (Polícia Civil de Roraima) no combate a esse crime.

A PCRR participou do evento a convite do presidente da casa, vereador Genilson Costa (SD). Ao todo, 11 vereadores participaram do evento, que tem o objetivo de unir todos os órgãos que trabalham no enfrentamento a esse tipo de violência à sociedade civil e organizada, suscitando as denúncias. Conforme a delegada Catherine Saraiva, o trabalho do NPCA não para. “Todos os dias para nós do NPCA são 18 de maio, dia de lutar contra o abuso e exploração de crianças e adolescentes. Todos os dias nós ouvimos crianças, pais, mães, recebemos denúncias e registramos boletins de ocorrência”, afirmou a delegada.

Ela alertou que a maioria dos casos de crimes contra crianças acontecem dentro do ambiente familiar. “Também tem outro crime que tem nos preocupado. São os crimes sexuais virtuais. Hoje, todas as crianças estão inseridas no contexto virtual, principalmente devido à pandemia. Por isso, alertamos, porque não sabemos quem está do outro lado”, disse a delegada, destacando ainda que tanto as redes sociais como as pessoas que compartilham jogos online podem trazer perigos.

Para a diretora do DPE, Elivânia Aguiar, que representou a Delegacia Geral no evento, o trabalho da Polícia Civil vai além das delegacias. “Hoje, por exemplo, nós atuamos dentro dos hospitais. Quando uma criança ou adolescente chega a um hospital com a suspeita de ter sido vítima de algum crime, imediatamente somos acionados e fazemos o atendimento no próprio hospital, entre outras situações, como a Sala Lilás, dentro do IML, toda planejada para o acolhimento da vítima”, ressaltou. Aguiar destacou que é importante que a sociedade saiba que a polícia não trabalha sozinha. “Nós dependemos das denúncias e dos outros órgãos da rede de apoio. Precisamos que toda a sociedade esteja atenta aos sinais de violência e nos procure para que possamos fazer o nosso trabalho”, orientou.