A partir desta quarta-feira, 24, o trabalho de vigilância da COVID-19 será reforçado no Estado de Roraima. A medida será possível graças ao repasse de 45 mil testes antígenos rápidos, que apresentam resultado em um tempo mais curto, garantindo o diagnóstico positivo para a doença de forma mais rápida. Os testes estão sendo distribuídos aos municípios selecionados e já começarão a ser aplicados esta semana.
O teste deverá ser aplicado para pacientes sintomáticos que estiverem entre o primeiro e o oitavo dia de sintomas e é resultado da parceria entre o Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde) e a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).
Os testes começaram a ser entregues para os municípios de Rorainópolis, Bonfim e Pacaraima (por se tratarem de áreas de fronteira) e os DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas), que têm áreas de difícil acesso, além das principais unidades de COVID-19 de Boa Vista, bem como o HGR (Hospital Geral de Roraima), o HMINSN (Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth) e o HCSA (Hospital da Criança Santo Antônio), que são pontos estratégicos da capital e terão os testes para agilizar o fluxo de atendimentos.
O secretário de saúde, Marcelo Lopes, ressalta que essa parceria do Governo de Roraima com a OPAS veio para agilizar os trabalhos nas unidades, e principalmente, no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública).
“Esses 45 mil testes antígenos rápidos vieram para agilizar o resultado dos exames de COVID-19. Isso irá ajudar a desafogar o Lacen, que poderá, além de realizar os testes RT-PCR, voltar a fazer plenamente outros exames, porque as rotinas não pararam, além de facilitar o acesso à população em geral quanto aos profissionais de saúde”, destaca o secretário.
Valdirene Oliveira, coordenadora geral de vigilância em saúde, afirma que os municípios receberam capacitação para manuseio dos testes.
“Eles já irão colocar o teste em prática. Todos foram capacitados por videoconferência. Há uma nota técnica orientando o fluxo a ser seguido, quem é a população indicada e se pode fazer o teste rápido antígeno. Para todas essas informações, eu tenho uma equipe acompanhando para tirar dúvidas e para orientar as unidades e os municípios”, informa.
A coordenadora salienta que o teste antígeno não substituirá o teste RT-PCR.
“Se o paciente estiver apresentando sintomas e o teste for negativo, a unidade em que ele for atendido deverá coletar o RT-PCR e encaminhar para o Lacen”, reforça.
Kennyson Rodrigues, representante do DSEI Leste, ressalta que os testes são de suma importância para áreas de difícil acesso tanto por via aérea quanto fluvial.
“Para essa questão da detecção, muitas vezes não temos acesso ou tempo hábil para fazer um RT-PCR, mas, com essa parceria do Estado com a OPAS, irá ajudar muito as populações indígenas, onde poderemos estar obtendo diagnósticos mais precisos o mais breve possível”, explica.
