Em abril, antes do início da colheita da safra de frutas em Roraima, fiscais agropecuários da Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima) percorrerão 69 Unidades de Produção no Estado, visando à garantia do escoamento da produção para o Amazonas.
A exportação de frutos deve estar com a certificação fitossanitária em dia, pois é o documento que comprova a qualidade e assegura um consumo saudável para a população.
No ano de 2020 o trabalho realizado pelo Governo de Roraima, por meio da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima elevou em 40% o número de unidades de plantios com Certificação Fitossanitária de Origem, resultando na exportação de mais de 3.300 toneladas de produtos, segundo informou Marcos Evangelista, chefe do Núcleo de Certificação Fitossanitária da Aderr.
Entre os principais produtos exportados, estão: laranja, limão tahiti, tangerina, manga, tomate, pimenta de cheiro e pimenta murupi, provenientes dos municípios de Boa Vista, Mucajaí, Caracaraí e Rorainópolis. Ao todo Roraima possui atualmente 79 unidades de produção certificadas, equivalente a 327 hectares de área plantada.
Evangelista ressaltou que a maior parte dessa produção é originária do município de Rorainópolis que responde por 95,87% do volume de produtos exportados. A laranja produzida no município de Rorainópolis e o limão produzido em Caracaraí encabeçam essa lista. Cabe destacar que a safra de laranja do ano passado terminará de ser colhida em março de 2021, e certamente elevará o número de frutos.
”Esses resultados são bastante positivos para Roraima. Os produtores cuidaram de seus plantios, o clima ajudou e a Aderr realizou seu trabalho. Outro fator importante foi o aumento da consciência fitossanitária dos produtores em relação ao cumprimento das normas de certificação fitossanitária,” destacou Evangelista.
A CFO (Certificação Fitossanitária de Origem) e a CFCO (Certificação Fitossanitária de Origem Consolidada) atestam a condição fitossanitária de um produto vegetal ou de suas partes, com o objetivo de evitar a disseminação de pragas em Roraima e em demais Estados do Brasil.
Esse processo é bastante simples, conforme explicou Evangelista, o produtor rural contrata um responsável técnico habilitado pela Aderr para acompanhar todo o processo de certificação fitossanitária de seu plantio.
O produtor, por sua vez, sofre fiscalização permanente da Aderr que verifica o cumprimento das normas fitossanitárias preconizadas. Dessa forma a Unidade fica apta para a exportação de frutas para outros Estados.
